Esperança. Navegar Seguros pelos Oceanos da Vida


Como é bom acordarmos revigorados pela manhã após um sono restaurador! Graças ao hábito da meditação diária, alguns ainda podem melhorar seu astral, expandindo sua alma, passeando por níveis de realidade mais sutis e suaves. Em seguida, pode se tomar um bom banho e, literalmente, ir à luta. Quem mora na cidade grande e não trabalha em casa, ou perto, começa um profundo treino de paciência e resignação em meio à barulheira real e à energética, onde seres de semblante escuro, carregado e, por vezes assustador, disputam cada palmo de asfalto para ganhar uns poucos minutos e chegar já estressados em seu lugar de trabalho.
Há os que estão realizando sua missão de vida e, com certeza, o ambiente destes é leve, amistoso, cooperativo: um verdadeiro santuário, mas a maioria encontra outra situação, bem menos serena. O deus do lugar é o lucro, lá o tempo é dinheiro, tudo tem seu valor quantificado, até uma ida ao banheiro ou uma breve pausa para um cafezinho.

O desgaste aumenta com a abertura dos e-mails, muitos deles carregados de exigências mil e frequentemente pouco gentis, ou com a cara fechada de alguns colegas, também vítimas da situação… O distanciamento dos chefes e a rotina que não admite falhas -e se repete entediante até o final do dia-, em nada melhoram o ar que se respira. Mas, ainda não acabou… talvez mais tarde seja possível espairecer um pouco, quiçá um happy hour antes de tomar o rumo de casa, permitindo algum relaxamento, desde que se esqueça o risco do bafômetro à espreita.
No entanto, a maioria não tem esta chance e encara cansada o caminho de volta, chegando em casa sem vontade de conversar com os familiares ou de fazer qualquer coisa que não seja esparramar-se no sofá, ligar a TV e assistir ao noticiário com as más notícias de sempre ou as maçantes novelas com suas cargas emocionais modorrentas.
E assim o tempo passa, uma semana após a outra, ano após ano, num permanente e profundo cansaço de corpo e alma, incapazes de vislumbrar opções mais viáveis, em sintonia com nossa essência, com nossa esquecida linhagem divina, por demais presos numa engrenagem que nos tritura, embrutece e desvia do Caminho.
Será que nosso destino aqui na Terra se resume a uma miserável aposentadoria ao final de todo um ciclo de vida? Podemos em sã consciência classificar isso de "viver"?

A Esperança
Ainda hoje uma querida amiga de além-mar enviou um e-mail perguntando-me como mantê-la, conservá-la viva em nosso peito…
Bom, na minha humilde opinião, a esperança está em todos nós, atuando como um motorzinho; é nossa essência gerando uma sutil e permanente atividade que, uma vez desencadeada -e associada ao propósito correto-, nos liberta definitivamente de todos os medos, bem como do controle externo que porventura estejamos sofrendo. Uma vez conscientes de nossa força, de nossa origem divina, iniciará finalmente um novo ciclo, uma vida nova na qual a espiritualidade, com suas leis imutáveis, assumirá o rumo de nosso navegar pelos oceanos da vida.

Sim, funciona desta forma, num trabalho interior de limpar o fardo, os dogmas, as crenças obsoletas que nos acompanham faz éons, de perdoar e pedir perdão, de nos autoconhecer cada vez mais a fundo, descobrindo nossa Unicidade e valor; de aprender a usar a chave do amor para abrir suavemente todas as portas, de perceber o Uno, o Todo, o Universo em nós e a manifestá-lo em toda sua infinita beleza.
Não dá mais para vivermos tão embrenhados na matéria, perdidos na ilusão, afastados de nós mesmos, como que sonâmbulos, hipnotizados e entorpecidos.
Devemos aprender a vibrar a Luz da qual somos feitos… precisamos trazer à mente os momentos bons, aqueles em que a Consciência Cósmica se manifestou com firmeza, com intensidade e amor… é necessário lembrarmos os detalhes felizes, os sorrisos de alegria dados, os abraços trocados; havemos de reviver toda a emoção, a frequência mágica que já reinou em nós outrora e mantê-la indefinidamente ativa, viva. Não se trata de viver no passado e, sim, de recuperar as cores, os sons e a vibração da verdadeira felicidade. Bom será lembrar-se, sobretudo, de agradecer pela vida, pelo sol, pela luz, pelo vento, pela chuva, pelo tanto que recebemos de graça.

Lembro-me aqui de uma frase do Goethe, talvez a mais importante de toda minha vida, a que me impulsionou a largar tudo o que fazia e começar destarte uma experiência totalmente desconhecida, num território para mim ainda inexplorado:

"Em relação a todos os atos de iniciativa e de criação, existe uma verdade fundamental cujo desconhecimento mata inúmeras ideias e planos esplêndidos: a de que no momento em que nos comprometemos definitivamente, a providência move-se também.
Toda uma corrente de acontecimentos brota da decisão, fazendo surgir a nosso favor toda sorte de incidentes e encontros e assistência material que nenhum homem sonharia que viesse em sua direção.
O que quer que você possa fazer ou sonhe que possa, faça. Coragem contém genialidade, poder e magia. Comece agora".

Vamos em frente, Amigas e Amigos queridos!
Vamos fazer nossa parte com perseverança, foco, coragem e determinação. E quando finalmente voltarmos à casa do Pai, nossa Consciência se fundirá com a Consciência Universal, numa linda explosão de Luz e de Amor puro. Vamos buscar a Verdade, sempre, irradiar Luz, criar pontes e laços onde só há muros e grilhões!?

Mais Esperança: Obreiros de Amor e Misericórdia
Enquanto escrevia o texto, lembrando de momentos felizes, veio forte a necessidade de aqui agradecer publicamente o Dr. Nilton Zebrak, todos seus colaboradores, os mentores e os espíritos de Luz que atuam com carinho, compaixão, competência -e gratuidade-, em aliviar os problemas da alma e do corpo de tantas e tantas pessoas necessitadas, por vezes até desesperadas. As acolhedoras e bem cuidadas instalações no Embu (SP) têm sido um bálsamo e um porto seguro, inclusive para pessoas vindas especialmente da Europa em busca de ajuda.

Veja mais neste link: www.obreirosamoremisericordia.com.br

Sim, somos um só!
Agradeço aqui os queridos e pacientes Guias e mais a turma toda que permite que o site exista: Rodolfo, Sandra, Teresa, Marcos, Anderson, Ian, Lidiane… e Você!

Namastê (O Deus que É em mim saúda o Deus que É em Você).
Sergio STUM

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