8ª Aula – Diferentes Ordens de Espíritos


8ª Aula – DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS

Parte A – PRIMEIRA – SEGUNDA E TERCEIRA ORDENS

Os Espíritos se classificam em razão do desenvolvimento, das qualidades ou imperfeições que possuem. Na realidade é ilimitado o número de ordens, pois não existe entre elas uma linha de demarcação para servir de barreira de maneira a qual se possa multiplicar ou restringir as divisões. Por essa razão foram reduzidas a três ordens Principais:

Na primeira ordem encontramos aqueles que encontraram a perfeição os Espíritos Puros sem nenhuma influência da matéria, com superioridade moral e intelectual ante os outros, não sujeitos mais a reencarnação, por serem perfeitos.

A segunda ordem são os Espíritos Bons cujo desejo do bem é a sua preocupação. São benévolos, sábios, prudentes e superiores.

A terceira ordem são os Espíritos imperfeitos que se caracterizam pela ignorância, pelo desejo do mal e todas as Más paixões que retardam o seu desenvolvimento. (LE 96 a 99)

AS DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS

As diferentes ordens de Espíritos foram organizadas pelo nosso codificador, com o intuito de determinar a ordem e o grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos, de maneira a ser possível relacionar o grau de confiança e de estima que eles merecem (LE 100).

TERCEIRA ORDEM: ESPÍRITOS IMPERFEITOS

– Características ignorância, desejo do mal e apego as paixões que lhes retardam o desenvolvimento, por neles existir a predominância da matéria sobre o Espírito. Têm a intuição de Deus, mas não o compreendem.

Essas características não são iguais para todos, pois progridem e se modificam, em conformidade com o desenvolvimento da inteligência e moralidade. Gradativamente libertam-se da influência da matéria.

Assim, passam a se classificarem em diferentes classes:

10ª Classe – ESPÍRITOS IMPUROS

São inclinados ao mal. Insuflam a discórdia e a desconfiança. Utilizam-se de todos os disfarces para melhor enganar. Sua linguagem é chula e ignorante. Evidenciam-se pela inferioridade moral e intelectual.

9ª Classe – ESPÍRITOS LEVIANOS

São inconsequentes, malignos, ignorantes, zombeteiros. Possuem   uma linguagem muitas vezes espirituosa e alegre.

8ª Classe – ESPÍRITOS PSEUDOSSÁBIOS

Seus conhecimentos são bastante amplos, mas julgam saber mais do que realmente sabem. Sua linguagem é presunçosa e contém algumas verdades mescladas com os mais absurdos erros. São presunçosos, orgulhosos e

Teimosos.

7ª Classe – ESPÍRITOS NEUTROS

Não são bons o bastante para fazerem o bem, nem maus o bastante para praticarem o mal.

6ª Classe – ESPÍRITOS BATEDORES E PERTUBADORES

Manifestam sua presença por efeitos sensíveis e físicos, golpes, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, de ar etc.

Não formam propriamente uma classe especial na escala evolutiva. Podem pertencer a todas as classes da terceira ordem.

SEGUNDA ORDEM: ESPÍRITOS BONS

– Caracterizam pelo predomínio do Espírito sobre a matéria, pelo desejo do bem. Suas qualidades existem em razão do grau de evolução que atingira. Uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Compreendem Deus e sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. Em suma, estão em busca da sabedoria e a moralidade.

OS ESPÍRITOS BONS estão classificados da seguinte forma:

5ª Classe – ESPÍRITOS BENÉVOLOS

Têm como principal qualidade a bondade. Neles o progresso realizou-se mais no sentido moral que intelectual.

4ª Classe – ESPÍRITOS SÁBIOS

Destacam-se pela amplitude de conhecimento, são livres de paixões. Dedicam-se mais pelas questões científicas, do que pelas morais. Encaram a ciência por sua utilidade.

3ª Classe – ESPÍRITOS PRUDENTES

São reconhecidos pelas qualidades morais e capacidade intelectual elevada, que permite a eles o julgamento preciso dos homens e das coisas.

2ª Classe – ESPÍRITOS SUPERIORES

Utilizam linguagem que transpira benevolência, sempre elevada, sublime. A sabedoria e a bondade se reúnem pela elevação espiritual.

PRIMEIRA ORDEM: ESPÍRITOS PUROS

– Formam uma classe única. São Espíritos que atingiram o ponto mais elevado da escala evolutiva e despojaram-se de todas as impurezas da matéria. Possuem superioridade intelectual e moral absolutas, em relação aos Espíritos de outras classes. Não estão sujeitos a reencarnação em corpos perecíveis. E são mensageiros e ministros de Deus, cujas ordens executam. (LE 113)

PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS

Os Espíritos são criados simples e ignorantes, mas com a aptidão de tudo adquirir e de progredir em virtude de seu livre arbítrio. Pelo progresso, eles adquirem novos conhecimentos, novas faculdades percepções e, por conseguintes gozos desconhecidos dos Espíritos inferiores. Passam a ver, entender, sentir e compreender ao contrário dos Espíritos atrasados.

A felicidade dos Espíritos está na razão do progresso realizado; é inerente as qualidades que possuem são por eles absorvidas em toda parte que se encontrem, quer seja na superfície terrestre, entre os encarnados ou no espaço.

O Espírito adiantado está liberto de todas as necessidades corporais. A alimentação e o sono não têm para ele nenhuma razão de ser. Deixa para sempre ao sair da Terra, as vãs inquietações os sobressaltos e todas as quimeras que envenenam o nosso orbe.

Os Espíritos inferiores levam com eles, para o além-túmulo seus hábitos, suas necessidades e suas preocupações materiais. Não podendo se elevar passam a participar da vida dos encarnados, misturarem-se em suas dificuldades, trabalhos e em seus prazeres.

Suas paixões e seus apetites, sempre despertos pelo continuo contato da humanidade os sobrecarregam e a impossibilidade de satisfazer-se toma para eles motivo de torturas.

Entretanto Deus não criou seres devotados ao mal, chegará o dia que cansado de sofrer experimenta uma necessidade irresistível de ser feliz. Enfim, haverá o dia em que o Espírito após haver percorrido o ciclo de existências planetárias e ser purificado por seus renascimentos e suas migrações através dos mundos, vê cerrar a série de encarnações e se abrir para a verdadeira vida onde o mal, a sombra e o erro estão definitivamente banidos.

ANJOS E DEMÔNIOS

Em todas as religiões os anjos são conhecidos por várias denominações, porém unânimes em afirmar que são seres superiores a humanidade, intermediários entre Deus e os homens.

A crença nos anjos faz parte essencial dos dogmas da igreja, que segundo ela, os anjos são seres puramente Espirituais, anteriores e superiores as criaturas. São seres privilegiados devotados a felicidade suprema e eterna, desde sua formação, dotadas por uma natureza de todas as virtudes e de todos os conhecimentos, sem nada haver feito para adquiri-los.

Na doutrina Espírita a palavra anjo desperta geralmente a ideia da perfeição moral: são Espíritos puros estão no mais alto grau da escala de evolução e reúnem em si todas as perfeições.

Contudo a palavra demônio não implica a ideia de Espírito mau, a não ser no sentido moderno, pois o termo deriva da palavra grega daimon, que significa gênio, inteligência, e se aplicou aos seres incorpóreos bons ou maus, sem distinção. Mas Deus que é infinitamente justo e bom, não pode ter criado seres predispostos ao mal por sua própria Natureza e condenados pela Eternidade.

A sabedoria de Deus se encontra na liberdade de escolha que concede a cada um, porque assim, cada um tem o mérito de suas obras. Submetidos à lei do progresso, ninguém é colocado em primeiro lugar por privilégio, mas o primeiro lugar a todos é franqueado à custa do esforço próprio.

Outro detalhe importante na Doutrina Espírita é o esclarecimento de que não devemos aceitar a condição de que haja Espíritos destinados perpetuamente à prática do mal, pois o mal é a ausência do bem. (LE, 128 a 131)

BIBLIOGRAFIA:
KARDEC, Allan – O Livro dos Espíritos, questões 96 a 131.

Parte B – JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

“Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, pois serão saciados. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor a justiça, porque é deles o reino dos Céus”. (Mateus, 5:5 e 6, 10)

Quando Jesus esteve na Terra, trouxe e exemplificou o roteiro que devemos seguir para irmos em direção ao pai. Nas bem-aventuranças, encontram-se mensagens de esperança e fé no dia de amanhã para aquele que crê em Deus, em uma época em que as pessoas estavam sem esperanças, desacreditadas de um Pai amoroso, visto que as deturpações que faziam em nome de Deus humilhavam, ao invés de reerguer os homens.

As palavras de Jesus, sua conduta, sua dedicação aos mais necessitados, enchem de alegrias os corações mais necessitados de fé.

Nas bem-aventuranças, Ele traz claramente a ideia de um futuro melhor para os que sofrem.

Contudo, a fé no futuro traz paciência e consolação, mas não explica por que alguns sofrem tanto e outros aparentam ter uma vida sem embaraços.

É neste ponto que o espiritismo esclarece o que havia oculto sob o véu das verdades ditas por Jesus. Se Deus é justo, as causas do sofrimento são justas, contudo, certos sofrimentos, como os daqueles irmãos que nada fizeram nesta vida para merecer dificuldades tão atrozes, destoam dos atributos do Criador, se não aceitarmos a pluralidade das existências.

Muitos se perguntam: Como Deus é justo se permite que eu sofra tanto? O Pai Criador é tão perfeito que nos deu oportunidades e livre-arbítrio, ou seja, somos responsáveis pela nossa conduta e para sermos felizes, Ele nos enviou através dos tempos, seus emissários celestes com a finalidade de mostrarem o caminho da felicidade, contudo, o ser humano prefere, muitas vezes, ir por um caminho que lhe causará sofrimento e tristeza.

Todavia, o desvio do caminho do bem é opção de muitos e necessita de reparação, mesmo porque, como filhos do Criador, temos intrínsecas em nós as sementes da perfectibilidade que a humanidade pode alcançar. Quando transgredimos as Leis da vida, cometemos uma agressão a nós mesmos e, a nossa consciência como filhos do Pai, não permite a continuidade no caminho da evolução, sem repararmos os desvios que cometemos contra nossa consciência Divina e contra nosso semelhante.

Aprendizado e reparação, com base na nossa necessidade de evolução e progresso, eis como os homens necessitam entender os sofrimentos pelos quais passam.

BIBLIOGRAFIA
KARDEC, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, itens 1 a 3.

Confira a lista completa: http://www.novodespertar.com.br/espiritismo/curso-basico-de-espiritismo/

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