14ª Aula – VIDA ESPÍRITA – I


Parte A – ESCOLHA DAS PROVAS – RELAÇÕES DE ALÉM-TÚMULO – RELAÇÕES SIMPÁTICAS E ANTIPÁTICAS DOS ESPÍRITOS

ESCOLHA DAS PROVAS
Após cada existência, os Espíritos vêem o progresso que fizeram e compreendendo o quanto ainda lhes falta em pureza para atingirem a felicidade real, escolhem assim as provas, que irão passar, antes de reencarnarem, pois somente fora da matéria pode o Espírito refletir acertadamente sobre as verdades eternas.

Nem todos o fazem após o desencarne, há os que acreditam em penas eternas isso para eles é um castigo.

Alguns solicitam suas provas para a vida presente ou mesmo para a futura, nisso consiste o seu livre arbítrio, lembrando-nos sempre que nada acontece sem a permissão de Deus.
Para os Espíritos mais próximos de sua origem (simples, ignorantes e carecidos de experiências) Deus lhes supre as inexperiências, Traçando-lhes o caminho que devem seguir, porém, pouco a pouco, o Pai os deixa escolher, à medida que o discernimento, juntamente com o progresso espiritual, vai evoluindo. Deus sabe esperar, não se precipita, mas ainda assim, há encarnações expiatórias, para Espíritos vacilantes, necessitados da experiência corpórea.

Essa escolha dos Espíritos é apenas para o gênero das provações, dando-lhes conhecimento da natureza das vicissitudes, porém as particularidades correm por conta das consequências das próprias ações, ignorando assim, se terão êxito ou não.

O Espírito escolhe provas que queira sofrer, de acordo com a natureza de suas faltas, as que o levem a expiação destas e a progredir mais rapidamente. Para os encarnados pode parecer natural que se escolham as provas menos dolorosas, ao Espírito, não. Uns impõem a si mesmos uma vida de misérias e privações, objetivando suportá-las com coragem; outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder, muito mais perigosas,
outros ainda, se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contato com o vício.

Escolhendo, por exemplo, nascer entre malfeitores, sabia o Espírito a que arrastamentos se expunha; ignorava, porém, quais os atos que viria a praticar. Esses atos resultam do exercício da sua vontade, ou de seu livre arbítrio. Quanto mais difíceis às provas, maior o mérito, se sair vitorioso.

Espíritos mais atrasados podem pedir para nascer entre outros mais adiantados para progredirem, mas poderão ficar deslocados entre eles e são os que às vezes nos dão um triste espetáculo de ferocidade em meio da civilização; isso não quer dizer que retrocederam.

Nas provações por que lhe cumpre passar para atingir a perfeição o Espírito não tem que sofrer tentações de todas as naturezas. Há Espíritos que desde o começo tomam um caminho que os exime de muitas provas. Os que se deixam arrastar para o mau caminho, correm todos os perigos que esse caminho apresenta.

Quando errante pouco importa ao Espírito encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher, o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.

Para o tipo de provas que necessitamos, precisamos de mundos de expiações e provas.

O Espírito pode enganar-se quanto à eficiência da prova que escolheu:

1) pode escolher uma que esteja acima de suas forcas e sucumbir (diferente de expiação);
2) pode também escolher alguma que nada lhe aproveite, como sucederá se buscar vida ociosa e inútil, mas ao voltar ao mundo dos Espíritos, verifica que nada ganhou e pede outra que lhe faculte recuperar o tempo perdido.

“É o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o torna adequado as suas novas necessidades, ele o aperfeiçoa, o desenvolve e completa o organismo a medida que sente a necessidade de manifestar novas faculdades, numa palavra, ele o talha conforme sua inteligência”. (GE – cap. XI – item II)

Em alguns casos não é permitida ao Espírito a escolha do seu invólucro corpóreo, dependerá sempre da evolução adquirida. Em outros, quando o Espírito já conquistou essa evolução, solicita impedimentos físicos que o imunize ante a possibilidade de reincidência nos erros, pois, os compromissos morais adquiridos conscientemente na carne, somente na carne, podem ser resolvidos.

Nem sempre o Espírito requisita deliberadamente determinadas provas, de vez que, em muitas circunstâncias quais aquelas que se verificam no suicídio ou na delinqüência, caímos de imediato, na desagregação ou na insanidade das próprias forcas, lesando o corpo espiritual, o que nos constrange a renascer no berço físico exibindo defeitos e moléstias congênitas, em aflitivos quadros expiatórios.

O erro de uma encarnação passada pode influenciar na encarnação presente, predispondo as doenças que tem a sua causa profunda na estrutura do corpo espiritual.

A carne é assim como um filtro que retém as impurezas do corpo perispiritual, liberando-o de certos males adquiridos.

Embora conhecedores que somos da Lei de Causa e Efeito, não podemos generalizar os casos, não podemos nos esquecer daqueles missionários que pedem provações em enfermidades para serem instrumentos da descoberta da cura. Há, também, outros Espíritos que pedem duras provas, e ao saírem vitoriosos, podem evoluir mais rapidamente.

Suportemos nossas provas, com a certeza do Amor de Jesus e com o amparo dos Amigos Espirituais, emissários do Pai, a nos protegerem, porém sem nos esquecemos de fazer a nossa parte. Ajuda-te a ti mesmo e o Céu te ajudará.

Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supomos. Muitas vezes, a ajuda nos chega na idéia sugerida que nos fará sair da dificuldade pelo nosso próprio esforço.

RELAÇÕES DE ALÉM–TÚMULO
Os Espíritos de diferentes ordens estão misturados na espiritualidade, como quando encarnados, homens bons e maus se encontram o tempo todo, se relacionam, mas sem que isso, os obrigue a conviverem mais intimamente.

Os da mesma ordem se reúnem por uma espécie de afinidade e formam grupos ou famílias de Espíritos unidos pela simpatia e pelos propósitos; os bons, pelo desejo de fazer o bem; os maus, pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se encontrarem entre os seres semelhantes a eles.

As diferentes ordens de Espíritos estabelecem entre si uma hierarquia de poderes que é exercida por meio de uma ascendência moral irresistível, em relação à superioridade moral elevada.

A condição dos Espíritos na vida além-túmulo, sua elevação, sua felicidade, depende da respectiva faculdade de sentir e de perceber, que é sempre proporcional ao seu grau evolutivo.

Os Espíritos Superiores vão por toda parte, para exercerem a sua influência sobre bons e maus. Para combater as más tendências destes, a fim de auxiliá-los a evoluir, é uma missão; porém, as regiões habitadas pelos bons são interditadas aos Espíritos imperfeitos, a fim de que não levem a elas o distúrbio das más paixões.

Os Espíritos inferiores se comprazem em nos levar ao mal pelo despeito de não terem merecido estar entre os bons. O desejo deles é o de impedir, tanto quanto puderem que os Espíritos ainda inexperientes atinjam o bem Supremo; querem fazer os outros provarem aquilo que eles provam.

O poder que um homem goza na Terra não lhe dá supremacia no mundo dos Espíritos, o maior na Terra pode estar na última classe entre os Espíritos, enquanto o seu servidor poderá estar na primeira. Jesus disse: “Quem se humilhar será exaltado, e quem se exaltar será humilhado”.
Aquele que teve poder na Terra, ao se ver inferiorizado entre os Espíritos, sobretudo os orgulhosos e invejosos, irão se sentir humilhados. O domínio do mandatário sobre o subordinado, na espiritualidade, só continuará a existir se a superioridade for moral.

Os Espíritos se vêem e se compreendem, a palavra é material: é reflexo da faculdade espiritual (LE, 282). O fluido universal estabelece entre eles constante comunicação; é o veiculo da transmissão de seus pensamentos, como, para nós, o ar o é do som. É uma espécie de telégrafo universal, que liga todos os mundos e permite que os Espíritos se correspondam de um mundo a outro.

Os Espíritos, reciprocamente, não podem dissimular seus pensamentos. Não podem ocultar-se uns dos outros.

Podem afastar-se uns dos outros, mas sempre se vêem. Isto, porém, não constitui regra absoluta, porquanto certos Espíritos podem muito bem tornarem-se invisíveis a outros Espíritos, se julgarem útil fazê-lo.

Os Espíritos comprovam suas individualidades pelo perispírito, que os toma distinguíveis uns dos outros, como faz o corpo entre os homens.

Os Espíritos se reconhecem por terem coabitado a Terra. O filho reconhece o pai, o amigo reconhece o amigo. E, assim, de geração em geração se reconhecem no mundo dos Espíritos. Vemos a nossa vida pretérita e lemos nela como em um livro. Vendo a dos nossos amigos e dos nossos inimigos, vemos a sua passagem da vida para a morte.

Deixando seus despojos mortais é necessário algum tempo para que a Alma se reconheça a si mesma e sacuda o véu material.

Após este estágio, vê imediatamente os parentes e amigos que a precederam.

A alma no seu regresso ao mundo dos Espíritos é acolhida da seguinte forma:
– A do justo, como bem-amado irmão, desde muito tempo esperado.
– A do mau, como um ser que se despreza (ele próprio).
Os Espíritos impuros, quando da chegada de outro Espírito mau entre eles, ficam satisfeitos por verem seres que se lhes assemelham e que também são privados da infinita ventura, qual na Terra um ladrão entre seus iguais.

Nossos parentes e amigos costumam vir ao nosso encontro quando deixamos a Terra. Os Espíritos vão ao encontro da Alma como se regressasse de uma viagem, por haver escapado aos perigos da estrada, e ajudam-na a desprender-se dos liames corporais. Isso é uma graça concedida aos bons Espíritos que se encontram com os que os amam. Ao passo que aquele que se acha manchado, permanece em isolamento, ou só tem ao seu redor os que lhe são semelhantes: isso é uma punição. Muitas vezes, os seres amados estão ao lado e eles não conseguem vê-los.

A reunião de parentes e amigos depois da morte depende da elevação deles e do caminho que seguem, procurando progredir. Se um está mais adiantado e caminha mais depressa do que outro, não podem os dois conservar-se juntos. Ver-se-ão de tempos a tempos, mas não estarão reunidos para sempre, senão quando puderem
caminhar lado a lado, ou quando se houverem igualado na perfeição. Acresce que a privação de ver os entes
queridos e amigos é, às vezes, uma punição.

Essa punição é uma forma do Espírito mais rapidamente despertar, e imposta pelo próprio Espírito por sua sintonia espiritual.

RELAÇÕES SIMPÁTICAS E ANTIPÁTICAS DOS ESPÍRITOS
Ha afeições entre os Espíritos, do mesmo modo que entre os homens, entretanto o laço que prende os Espíritos
uns aos outros é mais forte, pois quando carentes de corpo material, esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões. Havendo aversões somente entre os Espíritos impuros, e são estes que excitam as inimizades e
as dissensões entre os homens.

Na erraticidade os que foram inimigos enquanto encarnados, compreendem como era estúpida a atitude e pueril o motivo; apenas os Espíritos imperfeitos conservam uma espécie de animosidade, porém se foi por motivo
material e desaparecendo a matéria, poderão rever-se sem ressentimento; da mesma forma que dois escolares
que não se gostavam, chegando a idade da razão reconhecem quão pueril eram suas brigas infantis.

A lembrança dos atos maus que dois homens praticaram um contra o outro, induz os Espíritos, quando desencarnados, a se afastarem um do outro.

Aqueles a quem foi feito o mal neste mundo, se são bons, eles perdoam, segundo o arrependimento do executor deste mal. Se maus é possível que guardem ressentimento do mal que foi feito e queiram vingança, não raro,
em outra existência. Deus pode permitir que assim seja, como um castigo.

Não são suscetíveis de alterar-se as afeições individuais dos Espíritos, por não estarem eles sujeitos a enganar-se. Falta-lhes a máscara sob que se escondem os hipócritas. Daí vem que, sendo puros, suas afeições são inalteráveis. Suprema felicidade lhes advém do amor que os une.

Continua a existir sempre, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra,
desde que originada de verdadeira simpatia. Se, porém, nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se
acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio.

“A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos.

Trata-se de uma expressão usada até na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram. Necessariamente, limitado sendo o campo
de suas idéias, exprimiram seus pensamentos com os termos de que se teriam utilizado na vida corporal. Não se
deve, pois, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos tenham, fatalmente, que se reunir um
dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo”. (LE, 303a)

Não há almas que desde suas origens, estejam predestinadas a união. Cada um de nós não tem, n’alguma parte
do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia reunirá. Não há união particular e fatal, de duas almas. A
união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo
a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males dos humanos; da concórdia resulta a completa felicidade.

A simpatia que atrai um Espírito para outro resulta da perfeita concordância de seus pendores e instintos. Se um
tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade. A identidade necessária à existência da simpatia
perfeita apenas consiste na igualdade dos graus da elevação (todos – pensamento, sentimento e conhecimento).

Todos os Espíritos serão simpáticos no futuro. Um Espírito, que hoje está numa esfera inferior, ascenderá ao se
aperfeiçoar a esfera em que se acha o outro Espírito. E ainda mais depressa se dará o encontro dos dois, se o
mais elevado, permanecer estacionário em razão de não bem realizar suas provas.

Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam, se um deles for preguiçoso.

BIBLIOGRAFIA:
A Gênese – Cap. XI – Encarnações dos Espíritos e Reencarnação
Após a Tempestade – Joanna de Angelis – item 24
Depois da Morte – Leon Denis – 2ª parte – cap. XIII – As Provas e a Morte e cap. XXXIII
Emmanuel – Emmanuel – cap. XXXII – Dos Destinos
O Consolador – Emmanuel – perguntas 175 a 178 e 239 a 252
O Livro dos Espíritos – perguntas de 258 a 273, 274 a 3o3 e 663
O Problema do Ser, do Destino e da Dor – Leon Denis – cap. VIII, XIII, XIV e XV
Religião dos Espíritos – Emmanuel – “Cadinho”, “Herança”, “Examinadores”, “Doenças Escolhidas”, “Em Plena Prova”
Revista Espírita – Setembro e outubro de 1864 – Estudos Morais
Revista Espírita – julho de 1864 – Instruções dos Espíritos – O castigo pela Luz – Médium Sr. A. Didier
Revista Espírita – setembro de 1863 – Perguntas e Problemas Sobre a Expiação e a Prova
Revista Espírita novembro de 1860 – Relações Afetuosas dos Espíritos
Vida e Sexo – Emmanuel- cap. XXIV

Parte B – RECONCILIAR-SE COM SEUS ADVERSÁRIOS
Se teu irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir; ganho terás o teu irmão. Então,
chegando-se Pedro a ele, perguntou: Senhor; quantas vezes poderá pecar meu irmão contra mim, para que eu
lhe perdoe? Será até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete
vezes” (Mateus 18:15, 21 e 22)

“Portanto, se estás fazendo a tua oferta diante do altar; e te lembrar aí que teu irmão tem alguma coisa contra
ti, deixa ali a tua oferta diante do altar; e vai te reconciliar primeiro com teu irmão, e depois virás fazer a tua
oferta.
Reconcilia-te sem demora com o teu adversário, enquanto estas a caminho com ele, para que não suscita que ele
te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo
que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil ”. (Mateus 5:23-26).

A misericórdia consiste no esquecimento e no perdão das ofensas. O ódio e o rancor denotam alma sem elevação, nem grandeza. O esquecimento das ofensas é próprio das almas elevadas. Com que direito podemos pedir
o perdão das nossas faltas, se não perdoamos as dos outros? Como rezar o Pai Nosso? Será realmente que
quando nos sentimos ofendidos, o primeiro a ofender não fomos nós mesmos? Será que não nos escapou nenhuma ação ou palavra injuriosa; sem que o percebêssemos?

Mahatma Gandhi quando libertado de uma prisão britânica, ao lhe perguntarem se perdoaria aos que o prenderam, ele respondeu que nada havia a perdoar. Esse deve ser o tipo de amor que unirá todas as pessoas, um amor universal, sem melindres.

Jesus quando ensinou o Pai Nosso, acrescentou: “Se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai
vos perdoará as ofensas”.

Desta belíssima oração que Ele nos ensinou no Sermão do Monte, somente fez referência ao perdão das ofensas, mostrando dessa forma a importância do perdão.

Quem perdoa obtém a graça da consciência tranquila torna-se inacessível ao mal, dá impulso evolutivo a própria
alma.

Sabemos que a morte não nos livra dos nossos inimigos, os Espíritos vingativos perseguem muitas vezes, com
seu ódio no além-túmulo; porque estando o Espírito aprisionado em seu corpo, fica mais fácil para o desencarnado atormentar. Nisso reside à causa da maioria dos casos de obsessão.

Para tranquilidade futura, Jesus recomenda nos reconciliarmos com os nossos inimigos, o quanto antes, para
que não se perpetue nas existências futuras, o ódio, o mal.

Perdão e esquecimento ao Espírito evangelizado é a mesma coisa, mas para muitos de n ós o perdão é simplesmente renunciar a vingança.

Jesus ainda recomendou que quem fosse fazer uma oferenda, primeiro reconciliasse com os seu s adversários e
só depois voltasse para dar a oferenda, com o coração limpo.

O perdão deve ser irrestrito e incondicional. Quando Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deve-se perdoar,
ele lhe disse que deveria perdoar setenta vezes sete, isso não queria dizer perdoar quatrocentos e noventa vezes apenas, mas infinitamente; perdoar com o coração e não só com os lábios, como aquele que diz: “Eu perdôo,
mas nunca mais quero vê-lo”, esse não perdoou realmente.

Perdoar é doar amor, é misericórdia. O perdão se reconhece pelos atos muito mais que pelas palavras.

Libertemo-nos de todas as amarras perniciosas que ainda nos prendem e sigamos livres de nossos defeitos mesquinhos na estrada que leva-nos ao Pai.
Sejamos indulgentes com os que nos caluniam, pois a indulgência acalma, corrige e atrai. Saibamos pedir perdão
das calúnias que fazemos; assim conseguiremos nos reconciliar com os nossos inimigos já nessa encarnação.

Que o Amor do Pai possa unir a todos seus filhos.

BIBLIOGRAFIA:

O Evangelho Segundo o Espiritismo – cap. X – itens 3, 5 e 8; cap. XII itens 5 e 8
Pão Nosso – Emmanuel – cap. 120 – Conciliação
Joana de Angelis Responde – perguntas 21, 171 a 173
Renovando atitudes – Amar, não sofrer
Crônicas Evangélicas – Paulo Alves de Godoy – cap. VIII- Caminhe mais uma milha
O Evangelho dos Humildes – Eliseu Rigonatti – cap. V – itens 25 e 26
O Sermão da Montanha – Rodolfo Calligaris – Reconcilia-te sem demora com teu adversário

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