Carta aos Crentes Novos


Amigo, chegas agora,
Do mundo de sombra e dor,
Para o banquete sublime
De luz do Consolador.

Já sei que sentes o fogo
Da crença e da devoção,
Desejando desdobrar
O esforço de salvação.

Vibra na paz de tua alma
O desejo superior,
De espalhar em longos jorros
A fonte de teu amor.

Mas, ouve. Acalma a ansiedade,
Porque no mundo infeliz,
Cada qual tem sua chaga
Em vias de cicatriz.

Nesse número de enfermos,
Não te esqueças de contar
Os próprios irmãos do sangue
Que o céu te manda ajudar.

Todo esse fogo da fé
Não desperdices a esmo,
Busca aplicar seu calor
Na perfeição de ti mesmo.

Tão grande é o penoso esforço
Da última redenção,
Que não basta uma só vida
Pela própria conversão.

Acham muitos que a doutrina
Para ensinar ou vencer,
Precisa de certos homens
Do galarins do poder.

Mas, eu suponho o contrário.
Em seu anseio de luz,
O homem é que precisa
Da doutrina de Jesus.

Em se tratando de crenças,
Nunca venhas a olvidar
Que o Sol nunca precisou
Dos homens para brilhar.

Fala pouco. Pensa muito.
Sobretudo, faze o bem.
A palavra sem a ação
Não esclarece a ninguém.

Não guardes muita ansiedade
Se o Evangelho te conduz.
Lembra que dura há milênios
A esperança de Jesus.
 

Livro: Cartas do Evangelho
Autor: Casemiro Cunha
Psicografado por: Francisco Cândido Xavier

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